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O racismo nos bastidores da Jovem Pan

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O ataque de Tutinha a Roberto Nonato expõe a hipocrisia de uma emissora marcada pelo radicalismo político e pelo assédio moral. É interessante como todo bastidor vindo da Jovem Pan traz informações indigestas. Segundo o jornalista Gabriel de Oliveira (Rick Souza), em sua coluna Canal D no jornal O Dia publicada em 14 de julho, o profissional Roberto Nonato teve sua aparência física comparada pejorativamente à de um 'pagodeiro' por Tutinha, o dono da emissora. Esse tipo de ataque é uma clara manifestação de racismo estrutural. Me admira o empresário querer julgar a aparência de alguém, considerando que ele próprio tem uma marca de nascença no rosto e deveria entender o impacto de comentários preconceituosos sobre traços físicos. Aliás, além de fazer essa comparação esdrúxula, o acionista máster da Jovem Pan ainda tentou rifar Nonato pela segunda vez. A primeira tentativa foi deixando Nonato na faixa das 5h às 7h, fazendo-o perder o espaço principal de âncora no Jornal da Manhã q...

O fenômeno Demori e o enigma da TV aberta

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Como a goleada de audiência de um único jornalista expõe a crise estrutural do ICL e os mistérios financeiros por trás da expansão de canais deficitários. A saída de Leandro Demori do ICL Notícias está bem interessante quando olhamos para os números. Com uma hora de live, na faixa das 7h às 8h, Demori tem mais audiência que as 5h30 de transmissão ao vivo das manhãs do ICL, na faixa das 7h às 12h30.  Por exemplo: na última terça-feira, na faixa das 8h às 9h, Demori teve 166 mil visualizações contra 115 mil do ICL na faixa das 7h às 14h. Ontem, quarta-feira, na faixa das 6h56 às 8h, ele teve 104 mil visualizações contra 101 mil do ICL das 7h às 14h22. Quando avaliamos os números da semana anterior, vemos que a saída de Leandro impactou negativamente a audiência das lives matutinas do ICL Notícias. No dia 7 de julho, a transmissão registrou 132 mil visualizações; já em 8 de julho, o volume foi de 146 mil. É paradoxal que o ICL Notícias busque se aproximar do formato de hard news comer...

Pegação pública: Por que a regra só vale para um lado?

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Enquanto o sexo hétero na praia vira poesia matinal na TV, a exposição de espaços LGBT+ alimenta a engrenagem da violência e do voto. O Mito e o Caçador: À esquerda, o mistério urbano na xilogravura da lendária "Perna Cabeluda", pelo artista Murilo. À direita, o jornalista Carlos Carone (Reprodução/Twitter), cuja coluna no Metrópoles transforma a sobrevivência marginalizada no novo pânico moral da internet. É interessante o fascínio do jornalista Carlos Carone, do Metrópoles, na exposição da vida cruising de Brasília. Logo ele, um homem branco e hétero cheio de tendências bolsonaristas em seu currículo. Seu trabalho é digno de um episódio especial no podcast Rádio Novelo Apresenta, fazendo uma linha do tempo que destrincha como surgiu o termo “Perna Cabeluda”, imortalizado pelo filme Agente Secreto de Kleber Mendonça Filho. O trabalho de Carone só demonstra como a mídia corporativa continua apostando nos LGBTs como algo peculiar e marginalizado — como seres dignos de exclusã...

Por que o Brasil não "anda"?

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O Estado de Coisas Inconstitucional como Projeto de País! O Brasil não é um país que "deu errado"; ele é um projeto que funciona exatamente como foi desenhado. Enquanto buscamos o progresso nos livros, a realidade nos entrega uma hegemonia de classe que sequestrou as instituições para garantir a autoproteção de uma elite minoritária. A Constituição de 1988 é um monumento à dignidade humana, mas, na prática, tornou-se um livro que ninguém no topo respeita. Vivemos sob um "Estado de Coisas Inconstitucional", onde a violação de direitos fundamentais é a norma, não a exceção. Para quem está na base, a lei só aparece para punir ou para validar a exploração no modelo 6x1. O sistema jurídico e político criou "filtros de legitimidade" intransponíveis para o cidadão comum. O Judiciário, muitas vezes corporativista e distante da realidade, protege salários astronômicos e isenções bilionárias para grandes empresas, enquanto o trabalhador qualificado é empurrado para ...

Entre o dinamismo e a falta de identidade: A nova manhã da Jovem Pan

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A agilidade do hard news não esconde o distanciamento do "Brasil Real" e a crise criativa da emissora. A Jovem Pan estreou sua nova programação matinal com uma reformulação no tradicional Jornal da Manhã, que agora passa a ter cinco horas de duração, divididas em duas edições. A primeira, exibida na faixa das 5h às 7h, é comandada por Roberto Nonato, focando nas notícias que foram destaque no final de semana e no que será notícia no decorrer do dia. Durante essa parte, Nonato manteve a postura tradicional do formato, que agora combina muito mais com o horário. Se antes o formato era considerado excessivamente sisudo, agora ele se torna agradável para a faixa das 5h. Já a segunda edição, exibida das 7h às 10h, fica sob o comando de Evandro Cini e Beatriz Frehner. Esta etapa traz mais dinamismo e agilidade, focando no hard news político, análises e entrevistas. Além dos giros com repórteres, optando pelo fato "quente" do momento, os apresentadores comandam as três hor...

Eliana na Globo: A Busca da Família Marinho por um "Domingo Legal"

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Globo ignora concorrência e aposta em formato frágil, contando apenas com o apelo comercial de Eliana. A reestreia de Eliana nos domingos da TV Globo, agora com o programa autoral "Em Família," exigiu uma reavaliação no formato e na grade dominical. Em busca de inovação, a equipe de Geninho Simonetti, diretor da atração, analisou recentemente formatos do streaming, como o game show "O que tem na Caixa?" e o reality show "Ideias à Venda," ambos da Netflix, como potenciais modelos para a nova atração. Anteriormente, a principal discussão na emissora concentrava-se no horário ideal de lançamento. Analistas do departamento de programação defendiam que a faixa das 12h30 às 14h seria a mais estratégica para a apresentadora, pois precederia o horário de pico do "Domingo Legal" (SBT). Argumentava-se que este posicionamento seria superior ao confronto direto a partir das 14h, horário em que o programa de Celso Portiolli, embalado pelo quadro "Passa o...

Chumbo e Soul: Um resgate da história negra do Brasil por meio da música

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Do Anjo Negro ao Baile da Gaiola, a resistência negra por meio do Soul, Samba, Rap e Funk. Chumbo e Soul, um podcast Audible Original, produzido pela Rádio Novelo, apresentado por Gilberto Porcidonio com produção de André Emídio, Flávia Viera, Flora Thompson DeVeaux, Mariana Moreira e Paula Scarpin, estreou em 20 de novembro de 2024, mas somente em 20 de outubro de 2025, chegou ao meu ouvido às 11h10 da manhã daquela segunda-feira. Que se tornou um dia maratona, onde fiquei imerso na atividade de ouvir toda a produção de áudio documental e histórica dos negros brasileiros através da música. A linha do tempo do podcast começa em 1971, mas, como uma máquina do tempo, ela viaja para 1904, 1975, 1982 e 1988, entre outros anos que é impossível datar todos sem dar um completo spoiler do que é esse produto histórico que resgata a história da cultura negra no Brasil. E aprofunda assuntos que são considerados espinhosos e indigestos para quem não sofre o racismo no dia a dia, sim, estou falando...